MUDANÇA DE CAPITAL 1763

BCOL RJ capital agenda

 

A capital da colônia nasceu com a criação do Governo-Geral (1549) e foi Salvador, região que ficava entre as duas capitanias que prosperaram: Pernambuco e São Vicente. O início do Ciclo do Ouro (1693) não afetou a administração lusa, mas a decadência do ouro, sim. A coroa fixara em 100@ (1.500 quilos de ouro) o valor anual do quinto a ser pago pela colônia. Em 1762 a cota não foi atingida e foi decretada a DERRAMA, a cobrança forçada do que faltava para completar as 100@, atingindo devedores e não devedores.  O Rei acreditava que o ouro era desencaminhado no trajeto entre as Minas e o Rio de Janeiro. Por isso, aumentou o controle e tentar voltar a receber as 100@ anualmente, mas nunca mais conseguiu. Quando a família real desembarcou no país (1808), a arrecadação era de 30@, mas quando ela retornou a Portugal (1820), o quinto estava virado numa gorjeta: duas @.

A mudança da capital de Salvador (Bahia) para o Rio de Janeiro foi em 27 de janeiro de 1763. A condição de capital se manteve até o final do governo JK (1960), quando BRASÍLIA substituiu o Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

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BILL ABERDEEN / TRAFICANTE ARREPENDIDA

BIMP Trafico negreiro Dicionario gratuito

TRÁFICO FEIO (dos outros) e TRÁFICO BONITO (inglês)

O tráfico negreiro foi um atividade mercantilista exercida por muitas nações: Portugal, Inglaterra, Holanda, França, Dinamarca e outras. A Espanha, que explorava o trabalho nativo asteca (cuatequil) e inca (mita), não se dedicou ao tráfico, mas foi grande consumidora de africanos para substituir os nativos nos locais onde foram exterminados (Caribe).

A Inglaterra foi uma grande traficante e recebeu da Espanha o asiento negrero por 30 anos ao final da Guerra de Sucessão Espanhola (1715  1745). O país mudou de postura após consolidar a sua Revolução Industrial. Nas suas próprias colônia, aboliu o tráfico em 1807, e a escravidão, em 1833. A partir de 1810 passou a pressionar aliados frágeis (Portugal) a fazer o mesmo, sem resultado. A pressão se transferiu ao Brasil Independente, mas os resultados se resumiram a uma enganação, a Lei Para Inglês Ver (1831), feita no início das Regências. A Inglaterra ganhou o direito de fazer vistorias (Visita em Alto Mar) em navios suspeitos de tráfico. O direito de visita acabaria em 1846, mas antes de ele expirar, os ingleses decretaram o Bill Aberdeen (1845), que violava a soberania brasileira ao abordar navios em águas nacionais. O capitão do negreiro era enforcado e se houvesse fuga, o navio era perseguido e destruído (negros morriam afogados), coisa incompatível com o discurso humanitário inglês. A aprovação do Bill Aberdeen também é apontada como uma retaliação contra a Tarifa Alves Branco (1844) e a não renovação dos tratados livre-cambistas que privilegiavam as manufaturas britânicas.

A repressão governamental chinesa ao tráfico (ilegal) de ópio praticado por ingleses foi o pretexto para conquistar portos chineses. Foram as Guerras do Ópio. Atrás dos ingleses, vieram outras nações imperialistas: França, Alemanha, Rússia, Itália, Alemanha, Dinamarca e Japão. A China perdeu quase todos seus portos marítimos.

Saddam Hussein, o ditador iraquiano, foi deposto em 2003. Ele não tinha armas químicas, biológicas, atômicas nem ligações com a Al Qaeda. E se tivesse armas? Quem vendeu ao Iraque? Os mesmos países que depois o ocuparam o país. Quando as armas foram usadas contra o Irã do Aiatolá Khomeini na Guerra do Golfo (1980 a 88), nenhuma nação que invadiu o país achou ruim a morte de civis e soldados iranianos. Aproveitaram para lucrar com a indústria de armamentos.

Democracia e intervenções externas: as necessidades de insumos dos países mais ricos, armados e industrializados é que decidem se um governo deve ficar no poder ou não (Hugo Chavéz, Mahmoud Ahmadinejad). Tráfico desumano, guerras energéticas, disputas pela hegemonia mundial, mentiras democráticas, terrorismo tratado como bruxaria … tudo isso se mistura.

Dica geográfica: os blocos econômicos (NAFTA, MERCOSUL, UE e outros) , típicos da Globalização, agem, às vezes, como placas tectônicas, chocando-se um com o outro, provocando terremotos, atritos, tsunamis e discursos econômicos messiânicos que prometem o jogo win-win, onde todos ganham.

ADAM SMITH e a MÃO INVISÍVEL

MOD mão invisível

ADAM SMITH publicou A RIQUEZA DAS NAÇÕES no mesmo ano em que as 13 Colônias inglesas da América declaram a independência (1776). O MERCANTILISMO foi importante para o crescimento da economia dos Estados Nacionais nascidos ao final da Idade Média (Portugal, França, Inglaterra) ou no início da Idade Moderna (Espanha e Holanda). Mas no século XVIII, as práticas intervencionistas do mercantilismo se tornaram um entrave e só serviam para enriquecer grupos privilegiados (pelo monopólio), incompetentes (pela pequena produção) e extorsivos (pelo controle de preços). Adam Smith defendia que não deveria haver regulamentos sobre a produção e que a economia seguiria lei naturais e o mercado se autorregularia em benefício de todos, especialmente os consumidores. Uma mão invisível afastaria os incompetentes e permitiria a sobrevivência dos que fornecessem bons produtos, em quantidades suficientes e a preços acessíveis. O Mercantilismo enfatizava os ganhos comerciais (balança favorável) e a entrada e retenção de metais preciosos (bulionismo). Os Fisiocratas franceses defendiam que a riqueza se originava da natureza (agricultura) e criticavam as normas mercantilistas. Adam Smith aplaudia a crítica  dos Fisiocratas ao mercantilismo, mas discordava deles achando que o trabalho, inclusive através da agricultura, é que criava a riqueza.

Adam Smith publicou sua obra um século antes do nascimento da primeira MULTINACIONAL, a norte-americana Standard Oil (1870). Antes dela, não havia empresas em condições de dominar o mercado mundial. O mais parecido que existia com as multinacionais atuais eram as Companhias da Índias (Orientais ou Ocidentais), de várias nacionalidades (inglesas, holandesas, francesas).

O economista inglês Keynes, compatriota de Smith, teorizou 150 anos depois e teve suas ideias  aplicadas em 1933, no New Deal, de Franklin Roosevelt, presidente dos EUA que interveio na economia para superar a Crise de 1929. Keynes partia do princípio que o mercado não era perfeito e não se autorregulava (mão invisível) segundo leis naturais como afirmavam os economistas liberais desde Smith.

Os defensores teóricos do Neoliberalismo (Milton Friedman e Friedrich Hayek) foram, genericamente,  apelidados de Chicago Boys e seguiram receitas liberais os governantes do Chile (Pinochet, 1973), Inglaterra (Thatcher, 1979), EUA (Reagan, 1980). 

EUROPA BÁRBARA

Bárbaros e Bizantinos

Ano 375. Chegada dos hunos na Europa empurrando os germânicos (invasores ou migrantes) para dentro das fronteiras do Império Romano, que parou de crescer há 200 anos. ALA quer dizer alamanos, um grupo germânico estabelecido onde hoje é a Alemanha (de alamanos). A.S. da Inglaterra, significa anglo-saxões. Na península da Jutlândia (hoje Dinamarca), o J quer dizer jutos, e o A, anglos. O Império Romano Ocidental virou uma colcha de retalhos germânica, mas o lado Oriental (Bizantino) seguiu firme porque era rico, próspero e com poder centralizado. Pagou resgate ou derrotou os bárbaros invasores. Os Bizantinos (grifo em VERDE) dominavam a península balcânica (hoje Grécia, Albânia, Bulgária e parte da Romênia), a Ásia Menor (Turquia), litoral sírio-palestino e o Egito.

O mapa é anterior ao reinado de Justiniano (século VI), que derrotou os vândalos na África e os ostrogodos na Itália, mas as conquistas não duraram.

O norte de Portugal foi ocupado por suevos, não confundir com suecos, que têm origem na Escandinávia.

 

 

 

 

 

 

 

 

AUGE do IMPÉRIO ROMANO

Império Romano auge

ESTRADAS e MARES: conquistas romanas

O Mediterrâneo foi conquistado no período republicano (anterior ao Principado, criado por Otávio). Ele foi apelidado de Mare Nostrum (nosso mar) ou Lago Romano. Deslocar exércitos (legiões) de navio era mais rápido e prático entre os portos europeus, africanos e do oriente médio. Uma rede de ótimas estradas foi construída para facilitar o deslocamento de tropas para as fronteiras interiores, especialmente da Europa. Na Inglaterra, os romanos tiveram que construir a Muralha de Adriano para tentar manter no norte os antepassados dos escoceses (pictos e escotos). Uma rede de fortalezas foi construída às margens dos rios Reno e Danúbio, mas elas não contiveram as invasões (ou migrações) bárbaras quando os hunos (375) chegaram empurrando dezenas de povos germânicos para dentro dos limites do Império. O auge territorial do império ocorreu por volta de 180 DC, com a dinastia dos Antoninos, quando cessaram as guerras de conquista e começou a declinar o uso de mão de obra escrava (prisioneiros de guerras).

A parte destacada de VERDE indica as porções romanizadas.

A Escandinávia (Noruega e Suécia) é o berço de origem da segunda onda (ou invasão germânica), que ocorreu por volta do século IX, enquanto a primeira onda foi entre os séculos IV (375, chegada dos hunos) e V (476, queda de Roma).

Pré-prova História UFRGS 2014 / Brasil 8

ABREV 8 COLÔNIA

Hoje concluímos a publicação dos conteúdos das ABREVs de BRASIL COLÔNIA, faltando apenas a ABREV das CH (Capitanias Hereditárias), ausente na primeira publicação e que será disponibilizada dia 6 de janeiro de 2014.

CONVOCAÇÃO EXTORSIVA  (assembleias do Antigo Regime)

No Antigo Regime (todo o período da Idade Moderna que antecedeu a Revolução Francesa de 1789) havia órgãos que representavam a nação, mas não o povo, e sim os estamentos: o Clero (primeiro estamento), a Nobreza (segundo estamento) e o Terceiro Estado (supostamente, o povo, que era burguesia e os camponeses). Na França, principal modelo de Absolutismo (rei Luis XIV disse o Estado sou eu), a assembleia representativa se chamava Estados Gerais, mas eles não foram convocados por 175 anos (de 1614 a 1789). A convocação feita em 1789 tinha como único objetivo arrancar mais impostos do empobrecido contribuinte francês para enfrentar a crise econômica provocada pelas despesas absurdas da monarquia e pela isenção de impostos, que eram privilégios do Clero e Nobreza.

No caso luso, a assembleia se chamava Cortes e não era convocada há 122 anos. Não foi convocada pelo rei, mas pelos revolucionários da cidade do Porto (1820), o centro industrial de Portugal, afetado pela Aberturas dos Portos (1808) e pelos Tratados de 1810 que deram privilégios tarifários à Inglaterra (15%) . O rei foi obrigado a voltar e as medidas mercantilistas determinadas pelas Cortes levaram à independência do Brasil.

Médico prescreve ABREVs para aprovação na UFRGS 2014

O doutor Marcos Marczwski cursou o Dominó de História há 10 anos e passou na MEDICINA da UFRGS em 2005. Tem 3 empregos como médico e uma enorme experiência na área da saúde, pois formou-se em Nutrição e já trabalhava em Hospital antes de ser vestibulando para Medicina. É médico do seu time do coração, o Internacional de Porto Alegre, e participou, como convidado (médico) do campeonato Sub 20, pela time baiano Vitória.  O doutor me confidenciou que aos 18 anos foi ator no seriado Malhação, da TV Globo, mas sua praia ficava no RS e seus surfistas são os seus pacientes. Entusiasmado com o seu crescimento em História, ele mesmo se virou em Literatura e elaborou um enorme e competente resumo de 70 páginas, graciosamente cedidas aos alunos do curso.

Confira no Youtube:

http://youtu.be/vSnRwO1ggtw

Pré-prova História UFRGS 2014 / Brasil 7

ABREV 7 COLÔNIA

PERDIÇÃO HAITIANA e INGLESA vira

SALVAÇÃO do LATIFUNDIÁRIO BRASILEIRO

A lavoura brasileira, arcaica, com tecnologia neolítica (coivara, a queimada dos indígenas), precisava da saída dos concorrentes do mercado pra prosperar. A independência do Haiti e dos EUA foram uma janela de prosperidade para a cana e o algodão. Restabelecida as produções concorrentes, as produções brasileiras perdiam mercados e lucros. O algodão prosperou no Segundo Reinado, impulsionado pelo colapso da produção norte-americana durante a Guerra da Secessão (1861 a 1865).

PERÍODO JOANINO 

O rei luso Dom Sebastião (1578) pagou com a própria vida (e de alguns milhares de súditos) a sua aventura  marroquina (em Alcacer-Kibir), uma estabanada e desastrada cruzada. Depois de Dom Sebastião, os reis sempre permaneceram na Europa, exceto Dom João de Bragança, que preferiu migrar a cair prisioneiro de franceses em seu próprio país, ou de ingleses, caso optasse por ficar em Lisboa quando do momento da invasão napoleônica (1808). O rei, filho de uma carola enlouquecida (Dona Maria), tido como trapalhão e dublê de rei, cargo que estava reservado ao primogênito de Dona Maria, falecido de varíola. Dom João tinha um jeito experimental e não se comprometia até o último instante. Suas hesitações, tidas como tibiezas, eram uma forma de malandragem, mistura de improviso e sagacidade. O próprio Napoleão confessou: Dom João, que se referia ao imperador francês como se fosse um membro da família, foi a única pessoa que conseguiu enganá-lo.

Pré-prova História UFRGS 2014 / Brasil 6

ABREV 6 COLÔNIA

QUAIS TRATADOS SABER?

Se o assunto for limites, há muitos: Toledo (1480), Tordesilhas (1494), Utrecht (1715), Madrid (1750), El Pardo (1761), Santo Ildefonso (1777) e Badajós (1801). Mas todas as questões de 1991 a 2013 podiam ser resolvidas dominando os conteúdos que envolviam Tordesilhas (a viagem de Colombo, de 1492 e a Bula Intercoetera, de 1493) e Madri (troca de Sacramento pelos Sete Povos e a Guerra Guaranítica que se seguiu). Se o assunto for comércio, os Tratados são de Methuen (1703) e os de Aliança, Comércio e Amizade, assinados na Era Joanina (1810).

ILUMINISMO DE RICO E DE POBRE

As ideias de liberdade, igualdade e fraternidade eram subversivas no Antigo Regime (Absolutismo anterior à Revolução Francesa de 1789). A Inglaterra trocou o Absolutismo dos Stuarts pelo Parlamentarismo com o Bill of Rights (Revolução Gloriosa de 1689), em consonância com as ideias de Locke, que o povo tinha direito de rebelião contra governos tirânicos.  No Brasil Colonial, os ricos e endividados inconfidentes de Minas Gerais queriam a liberdade política e comercial, mas com manutenção da escravidão. Na Bahia, os inconfidentes queriam começar pelo fim da escravidão e dos preconceitos que existiam contra homens que já eram livres, mas eram discriminados pela cor (o pré-requisito para cargos era a limpeza de sangue,  que excluía negro, mestiço, e judeus e seus descendentes).