MOD mão invisível

ADAM SMITH publicou A RIQUEZA DAS NAÇÕES no mesmo ano em que as 13 Colônias inglesas da América declaram a independência (1776). O MERCANTILISMO foi importante para o crescimento da economia dos Estados Nacionais nascidos ao final da Idade Média (Portugal, França, Inglaterra) ou no início da Idade Moderna (Espanha e Holanda). Mas no século XVIII, as práticas intervencionistas do mercantilismo se tornaram um entrave e só serviam para enriquecer grupos privilegiados (pelo monopólio), incompetentes (pela pequena produção) e extorsivos (pelo controle de preços). Adam Smith defendia que não deveria haver regulamentos sobre a produção e que a economia seguiria lei naturais e o mercado se autorregularia em benefício de todos, especialmente os consumidores. Uma mão invisível afastaria os incompetentes e permitiria a sobrevivência dos que fornecessem bons produtos, em quantidades suficientes e a preços acessíveis. O Mercantilismo enfatizava os ganhos comerciais (balança favorável) e a entrada e retenção de metais preciosos (bulionismo). Os Fisiocratas franceses defendiam que a riqueza se originava da natureza (agricultura) e criticavam as normas mercantilistas. Adam Smith aplaudia a crítica  dos Fisiocratas ao mercantilismo, mas discordava deles achando que o trabalho, inclusive através da agricultura, é que criava a riqueza.

Adam Smith publicou sua obra um século antes do nascimento da primeira MULTINACIONAL, a norte-americana Standard Oil (1870). Antes dela, não havia empresas em condições de dominar o mercado mundial. O mais parecido que existia com as multinacionais atuais eram as Companhias da Índias (Orientais ou Ocidentais), de várias nacionalidades (inglesas, holandesas, francesas).

O economista inglês Keynes, compatriota de Smith, teorizou 150 anos depois e teve suas ideias  aplicadas em 1933, no New Deal, de Franklin Roosevelt, presidente dos EUA que interveio na economia para superar a Crise de 1929. Keynes partia do princípio que o mercado não era perfeito e não se autorregulava (mão invisível) segundo leis naturais como afirmavam os economistas liberais desde Smith.

Os defensores teóricos do Neoliberalismo (Milton Friedman e Friedrich Hayek) foram, genericamente,  apelidados de Chicago Boys e seguiram receitas liberais os governantes do Chile (Pinochet, 1973), Inglaterra (Thatcher, 1979), EUA (Reagan, 1980). 

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